O Notariado brasileiro participou, nos dias 26
e 27 de fevereiro, na Cidade do México, da reunião conjunta do Conselho de
Direção da União Internacional do Notariado (UINL), encontro que marcou
oficialmente a abertura da legislatura 2026-2028 e definiu as diretrizes
estratégicas que orientarão a atuação da entidade nos próximos três anos.
Representado pelo conselheiro Ubiratan
Guimarães, o Brasil acompanhou a apresentação e aprovação do plano de trabalho
do novo presidente David Figueroa Márquez, documento que estabelece as
prioridades institucionais da nova gestão e organiza a atuação técnica da UINL
em âmbito global.
Também foi definida a criação de novos Grupos
de Trabalho, entre eles o de Meios Alternativos de Solução de Conflitos, que
estará sob coordenação do notariado brasileiro. “O Conselho aprovou o plano de
trabalho da nova gestão e a criação de novos grupos técnicos. O notariado
brasileiro terá a honra de coordenar o grupo de meios alternativos de solução
de conflitos”, afirmou Guimarães, que foi designado pelo presidente.
O novo plano aprovado está estruturado em cinco
frentes principais. A primeira delas prevê a harmonização do trabalho das
comissões continentais e dos diversos grupos técnicos da entidade, com o
objetivo de evitar sobreposições, integrar agendas e dar maior eficiência à
produção técnica da organização.
Outro eixo central é o fortalecimento do
sistema de comunicação institucional da UINL, com a modernização dos fluxos
informativos e a padronização das estratégias de divulgação entre os notariados
membros. Nesse contexto, foi apresentada a proposta de adoção de uma identidade
gráfica uniforme, por meio da elaboração de um Manual de Identidade Visual,
buscando maior coesão institucional e reconhecimento internacional da marca
UINL.
Também integram o plano a ampliação e o
fortalecimento da Universidade Mundial do Notariado — projeto acadêmico voltado
à formação e atualização técnica dos notários — e a reformulação do modelo de
participação dos aderentes individuais, com o objetivo de ampliar o engajamento
e a integração de profissionais na estrutura da entidade.
Durante a reunião, foram ainda eleitos e
aprovados os membros das comissões continentais e intercontinentais para o
triênio 2026-2028, conforme previsto nos estatutos da organização. As comissões
de Assuntos Africanos, Americanos, Asiáticos, Europeus, Cooperação Notarial
Internacional, Comissão Consultiva, Temas e Congressos, Segurança Social
Notarial, Deontologia Notarial e Direitos Humanos passam a compor a estrutura
técnica responsável por desenvolver estudos, propor diretrizes e acompanhar
temas estratégicos para o notariado mundial.
Além da renovação das comissões, o Conselho de
Direção aprovou a designação dos responsáveis pelos grupos de trabalho
permanentes e a criação de novos grupos ad hoc voltados a temas emergentes.
Entre eles estão iniciativas relacionadas a cadastro e registros públicos,
titulação e valor econômico do instrumento notarial, direito corporativo e
meios alternativos de solução de conflitos.
Na área administrativa, a tesouraria da
legislatura 2026-2028 apresentou propostas estruturais, incluindo a definição
do euro como moeda oficial da UINL para fins operacionais e de pagamentos de
cotas nacionais, além da atualização dos valores de contribuição dos notariados
membros, que serão submetidos à apreciação do Conselho Geral.
A reunião também oficializou o calendário dos
próximos compromissos internacionais da entidade. Entre eles, as reuniões das
Comissões e Grupos de Trabalho e do Conselho de Direção previstas para Santa
Cruz de la Sierra, na Bolívia, de 13 a 16 de maio de 2026; a 13ª edição da
Universidade Mundial do Notariado, em Roma, entre 29 de junho e 4 de julho de
2026; os encontros institucionais da UINL em Tirana, na Albânia, em outubro de
2026; reunião do Conselho de Direção na Suíça, em fevereiro de 2027; e o 32º Congresso
Internacional do Notariado, programado para 2028, em Cartagena das Índias, na
Colômbia.
“Foi uma reunião com decisões relevantes para o
próximo triênio, discutidas com profundidade e profissionalismo, que irão
nortear o trabalho do notariado mundial”, concluiu o conselheiro brasileiro.
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Fonte: CNB/CF