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CNB/RS debateu sigilo, boa-fé e terrorismo transnacional em encontro virtual sobre obrigações PLD/FTP

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Evento realizado nesta terça-feira (02/06) reuniu associados e colaboradores para aprofundar medidas de prevenção à lavagem de dinheiro no âmbito notarial

O Colégio Notarial do Brasil – Seção Rio Grande do Sul (CNB/RS) promoveu nesta terça-feira (02/06) mais uma edição do Grupo de Estudos Notariais. Realizado de forma virtual, pela plataforma Zoom, o encontro abordou o tema “Sigilo, boa-fé e terrorismo transnacional: as obrigações PLD/FTP dos notários à luz da jurisprudência e da nova realidade internacional”.

Destinado exclusivamente a associados do CNB/RS e seus colaboradores, o grupo teve como objetivo aprofundar o conhecimento sobre as medidas de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo (PLD/FTP) no âmbito notarial. A edição trouxe a decisão da Corregedoria Geral da Justiça do Estado de São Paulo (CGJSP) que estabeleceu que a comunicação de operações suspeitas ao COAF, quando feita de boa-fé, é sigilosa e não gera responsabilidade civil, administrativa ou penal ao registrador.

“O tema que eu escolhi hoje para trazer para vocês, ele diz respeito às comunicações feitas para o COAF e, especificamente, a análise de uma decisão administrativa da Corregedoria Geral de Justiça de São Paulo em um julgado que é recente, do dia 10 de março de 2026, e envolve então uma análise do provimento 149/2023, dos dispositivos que tratam dessas comunicações para o COAF, e também da lei 9.613/1998, que é a lei que trouxe essa previsão de incluir os notários e os registradores como agentes colaboradores”, explicou a advogada Karin Rick Rosa.

“Eu achei importante trazer para vocês, primeiro, de um lado, esse precedente, para que tenham conhecimento e, segundo, a gente tentar pensar de que forma a classificação feita pelo governo americano de organizações criminosas como terroristas pode ter impacto na atividade notarial. E, até mesmo no que que muda e no que que não muda. Eu tentei trazer para vocês esses cenários para nós conversarmos aqui e, eventualmente, voltarmos se houver alguma necessidade a falar sobre isso nesse momento e no futuro também”, pontuou Karin.

Durante as discussões, foram destacadas a questão da obrigação de comunicar ao COAF e a questão territorial; a questão do sigilo absoluto, com a fundamentação, a extensão e os limites do sigilo; a boa-fé como uma excludente de responsabilidade disciplinar; e o que a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas repercute dentro do serviço notarial.

O Grupo de Estudos Notariais do CNB/RS segue com novas edições programadas para os próximos meses, reforçando o compromisso da entidade com a capacitação continuada de seus associados. O próximo encontro do Grupo de Estudos acontece no dia 30 de junho, a partir das 18h30, pela plataforma Zoom, e tratará sobre “Trust no Brasil”.  

Fonte: Assessoria de Comunicação – CNB/RS